quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Genes no cérebro associados à obesidade

A obesidade é actualmente, no mundo inteiro, um dos mais importantes factores que contribuem para o aparecimento de muitas doenças. Muito se tem estudado sobre a etiologia desta patologia, e muitas vezes o “porquê” das pessoas terem esta doença está relacionado com a genética.

Os genes são os principais responsáveis pelo rápido ou lento metabolismo de cada pessoa e consequentemente pela obesidade. A sua hereditariabilidade chega a 70%, e é poligénica complexa, isto é, existe uma base genética que é composta por um conjunto de genes, uns patológicos outros variantes do normal, que são responsáveis pela tendência para a doença.

Para além da base genética, existe ainda o meio ambiente, que pode ser favorável ou desfavorável. Assim, temos a seguinte equação para a obesidade -> Genes + Ambiente = Obesidade.

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina de Harvard identificou 18 tipos de genes associados á obesidade e 13 associados á massa corporal.
Muitos destes genes estão activos no cérebro, sugerindo que os processos que levam à obesidade podem afectar o comportamento, em vez de afectar os processos quimicos que provocam o metabolismo e fornecem energia para o corpo.

É incrivel que no nosso cérebro existam mais variações genéticas que influêciam a obesidade do que nos tecidos adiposos ou no processo digestivo. Uma parte do nosso cérebro chamada hipotálamo controla a maioria das funções básicas do corpo, como a temperatura, a forma e os fluidos. É aqui que são realizados os “cálculos” para a manutenção do equilibrio entre a ingestão e o consumo de energia.

O aumento de peso ocorre quando a quantidade de calorias ingeridas excede a quantidade de energia consumida, no entanto, existe ainda outro elemento para a equação que são os processos comportamentais, como o apetite e o sentimento de saciedade (ambiente), e os processos bioquimicos que consistem no que os nossos corpos usam para consumir e armazenar energia.

Não podemos mudar os genes, mas podemos alterar o “ambiente”. No entanto, á medida que vão sendo descobertos novos genes associados á obesidade, os cientistas esperam encontrar novas formas de tratamento para a doença, para que no futuro possamos escolher o melhor tratamento consoante o perfil genético individual, também será possivel verificar em laboratórios se a pessoa em causa é portadora de genes que aumentem a sua tendência para a obesidade, para assim podermos ser mais insistentes e precavidos na prevenção desta patologia.
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