Quase toda a gente faz imensa comida no dia de Natal e quando chega ao fim, fica com imensas sobras.
Em tempo de crise não devemos desperdiçar essa comida/alimentos, mas sim fazer um uso sensato, ou seja, reaproveitá-los para outros pratos.
A Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN) deixa algumas sugestões de o que fazer com as sobras, num e-book que poderá fazer download aqui.
Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010
As sobras da Ceia de Natal
Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010
A romã e os seus benefícios
Outro fruto que também gosto bastante é a romã, e este tem tantas virtudes para a saúde que vale a pena consumi-la todos os dias.
Além de ser uma fonte de fibra, é uma excelente fonte de vitamina A, C, E, B5 e B3, ferro, ácido fólico, potássio e é um poderoso hidratante e antioxidante.
Existem ainda provas de que a romã ajuda a controlar a pressão arterial, a reduzir o colesterol ruim (LDL) e a previnir o cancro da mama e da próstata.
Assim, a romã tem imensos nutrientes e oferece inúmeros benefícios à saúde, tais como:
: É um “antibiótico natural” – é utilizada no tratamento de amigdalites, faringites. As infusões obtidas a partir da casca também eram empregues no tratamento de diarreias, e as sementes nos tratamentos de infecções oculares como a conjuntivite.
: Luta contra gripes e resfriados – é extremamente rico em vitaminas e tem um reduzido valor calórico. É de destacar o elevado conteúdo em vitamina C, sendo que a romã fornece 40% da dose diária recomendada deste nutriente, óptimo para combater a gripe e sintomas de resfriado.
: Combate o cancro – o sumo de romã tem excelentes propriedades antioxidantes, 3 vezes mais do que o vinho tinto ou chá verde (100ml). Devido a este factor pode ajudar a combater o cancro da mama e da próstata.
: Benéfico para o coração: a romã tem um elevado teor em antioxidantes que não só ajudam a prevenir o endurecimento das artérias, como também podem inverter a progressão da doença.
- Protege a cartilagem: o extracto da romã tende a agir como um inibidor sobre as enzimas responsáveis por danificar a cartilagem e esta tem ainda qualidades anti-inflamatórias que ajudam no tratamento da osteoartrose.
Assim, você deve adicionar a romã á sua dieta na forma de fruta, de sumo, em saladas, batidos, cocktails e sobremesas. É uma fruta deliciosa e com muitos benefícios para a saúde.
Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010
Redução da tensão pré-menstrual através de alimentos
A tensão pré-menstrual (TPM) é um conjunto de sintomas que atinge somente algumas mulheres nos dias que antecedem à menstruação e tornam-se mais intensos até a menstruação aparecer. Normalmente é caracterizada por ansiedade, irritabilidade, dores no peito, distensão abdominal e dores de cabeça, mas os sintomas podem variar de mulher para mulher e existem mulheres que nem sabem o que é porque nunca tiveram.
A sua causa não é conhecida, porém muitos factores podem estar envolvidos, como os hormonimos normais do ciclo menstrual que podem interferir com sistema nervoso, ex: a progesterona (hormonio esteróide que é produzido no ovário).
A TPM infelizmente, também pode vir como herança, ou seja, se uma mãe sofre de TPM existe uma grande probabilidade que a filha também venha a sofrer.
Visto o TPM ser algo afecta o bem estar e qualidade de vida das mulheres de forma significativa, pois os sintomas podem ser físicos (cefaleias, dor ou inchaço das pernas, pés e abdómen, acne, insónia, sonolência e cansaço) e emocionais (irritabilidade, agressividade, depressão, esquecimento, confusão, diminuição do libido e aumento de apetite), existe algo que podemos fazer para aliviar o TPM, que consiste em consumir mais vitaminas B6, vitamina E, magnésio, potássio, cálcio, vitamina C e zinco.
Os principais alimentos associados a estes nutrientes são:
- vitamina B6 -> feijão, carnes magras, batatas e verduras
- vitamina E -> azeite de oliva, gema de ovo, óleo de soja e girassol
- fibras -> aveia, maça, laranja e leguminosas
- magnésio -> folhas verde-escuras, frutos do mar, nozes, amêndoas, castanha, soja e tofu, cereais integrais, damasco, abacate e melão.
- zinco -> carnes, fígado e ostras.
- vitamina C -> laranja, limão, acerola e tomate.
- potássio -> banana, batata e papaia
- cálcio -> leite, queijos e feijão
As mulheres com esta síndrome devem evitar a cafeína e a nicotina, porque esta pode aumentar a irritabilidade, nervosismo e insónia; o álcool e o sal, pois este aumenta a retenção de líquidos e inchaço.
Papaia – um dos alimentos mais saudáveis no mundo
Eu adoro papaia. Muita gente pergunta-me porque, pois dizem que não tem sabor, mas para mim sabe muito bem.
É doce, com tons almiscarados e tem uma consistência amanteigada. É um fruto tropical, pois só se dá bem com muito calor, é uma pena porque gostava de a plantar :).
A papaia é um alimento baixo em calorias e altamente digestivo porque contem uma enzima que ajuda a digerir as proteínas – papaína.
Esta enzima está concentrada na fruta ainda não madura e é normalmente é extraída para fabricar suplementos alimentares de enzima digestiva.
É rica em vitamina A, C, E e K, fibras e potássio.
A planta da papaia tem o nome de “Papaieira” que cresce muito rapidamente, alcançando em pouco tempo 10m de altura.
A papaia é uma óptima opção para o dia-a-dia, ao pequeno-almoço, almoço, jantar, como um creme exótico ou um batido, ou simplesmente como fruta. Não exista nada mais saboroso e saudável.
Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010
Medicamentos para emagrecer ou mudança de hábitos alimentares e exercício físico
Existem muitas pessoas com excesso de peso em Portugal, esta é uma realidade.
Quando começa a chegar o Verão muitas pessoas começam a recorrer a nutricionistas, na procura de um medicamento/droga que seja mágico e que as ponha logo em forma.
Se a nutricionista acha que devem começar primeiro com uma mudança de hábitos, comer menos, não comer doces e fritos, fazer exercício regularmente, etc… dizem logo mal desse nutricionista, pois não lhe disse ou deu nada de novo.
É verdade que estas pessoas andam á procura de “qualquer coisa” que as faça perder peso rápida e facilmente e isso está normalmente associado ao recurso a medicamentos, embora saibam que existem complicações resultantes da administração de medicamentos dietéticos que colocam em dúvida a boa relação benefícios/riscos.
Por exemplo, existiu um medicamento dietético nos anos 30 que ajudava o corpo a queimar as gorduras, mas que também a longo prazo provocava cegueira e morte. Nas décadas 50 e 60, para emagrecer as pessoas utilizavam anfetaminas, que suprimiam o apetite e aceleravam o metabolismo, no entanto, descobriu-se que estas pessoas ficavam paranóicas e quando paravam de tomar sentiam-se deprimidas e tinham dependência do medicamento podendo ter também problemas cardíacos.
Não nos podemos esquecer que as “dietas milagrosas” eliminam grupos inteiros de alimentos, privando o corpo de nutrientes essenciais ao seu bom funcionamento, originando também fadiga, doenças e diminuição do metabolismo. Esta diminuição provoca o ganho de peso assim que a dieta é interrompida. Além disso, o que acontece muitas vezes com estas dietas é que em vez do peso perdido ser gordura são os músculos e a água.
Por isso, penso que o melhor será mudar primeiro os hábitos, como comer menos, não comer doces, fritos e outras coisas que ajudam as pessoas a engordar uns quilinhos e a fazer exercício regularmente. Não é necessário inscreverem-se em ginásios para fazer exercício, se todos os dias foram correr ou caminhar durante pelo menos 30 min, já ajuda bastante.
Também, não se podem esquecer que a prescrição de medicamentos para emagrecer implica sempre a mudança de hábitos (dieta baixa em calorias e exercício regular), pois o medicamento só por si não permite mais do que uma pequena redução de peso, e este será recuperado quando se terminar a medicação.
É bom também lembrar que os produtos á venda em farmácias e ervanárias, que chamam á atenção das pessoas pelos belos slogans “devoradores de gordura”, “efeito super-adelgançante” são uma mentira pura. Não existem produtos/medicamentos milagrosos que devoram gorduras.
Emagrecer sem esforço é uma utopia, é necessária uma mudança de hábitos e para isso as pessoas têm que ter força e determinação. Este é o primeiro passo para perder peso eficaz e controladamente.
Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010
Estrias como evitar e prevenir
As estrias são o resultado da rupturas das fibras elásticas da pele que por vários motivos enfraquecem e não aguentam a tensão, no entanto e como muito gente já sabe são lesões irreversíveis.
Estas aparecem como lesões avermelhadas alongadas, com uma superficie fina e enrugada, que com o tempo tornam-se esbranquiçadas e nunca desaparecem.
As principais causas das estrias são:
- obsesidade, qualidade do tecido conjuntivo, crescimento repentino (acontece muito nos rapazes), hereditariedade, alterações hormonais e gravidez, utilização de alguns medicamentos.
1. Alterações hormonais: aumento da produção do hormônio estrógeno na puberdade e na gravidez. Na gravidez percebe-se porque este fenômeno é agravado pelo estiramento da pele. Durante a fase da puberdade ocorrem também estes dois factores – hormônios e estiramento da pele, no entanto ocorrem de forma congruente, e por isso torna-se quase inevitável o surgimento de estrias, por isso tanto num caso como no outro a prevenção precisa de ser redobrada.
2. Uso de medicamentos: a utilização de alguns medicamentos que alteram a hidratação normal da pele, como no caso dos corticóides, estes aumentam a retenção de líquidos, ocasionando a formação de edemas pelo corpo o que leva a uma diminuição da elasticidade da pele e por seu lado torna-a mais propensa ao estiramento das fibras elásticas.
3. Crescimento acelerado (principalmente nos rapazes): o estiramento da pele também pode ocorrer devido ao crescimento acelerado entre os 12 e os 16 anos. É muito comum nesta fase de crescimento surgirem estrias nas costas, braços e pernas.
4. Efeito sanfona: emagrecer e engordar repetidas vezes causa um estiramento excessivo da pele e muitas vezes esta não resiste, originando o surgimento de estrias.
5. Hereditariedade: se já for um problema de familia, você terá uma grande probabilidade de ter também, pois é uma caracteristica genética a nível do tecido.
Mas podem ser disfarçadas, com a utilização de cremes específicos. Estes além de tornarem as estrias existentes menos vísiveis também podem prevenir o aparecimento de novas. Assim, o primeiro cuidado que precisamos de ter para prevenir o surgimento de estrias consiste em termos o hábito de hidratar a pele diariamente.
Os truques para não aparecerem mais estrias são:
- A pele deverá estar sempre bem hidratada, pode utilizar óleo de bebé depois do banho, pois hidrata a pela e aumenta a sua elastecidade. Pode também utilizar cremes ricos em colágeno, elastina, óleos vegetais e outros agentes hidratadores;
- Deve beber muita água e praticar uma alimentação adequada;
- Deve evitar grandes aumentos ou perdas rápidas de peso (efeito sanfona);
- Deverá ter bons habitos alimentares, pois estes garantem ao nosso organismo a capacidade de renovação celular e favorece ao surgimento de tecido mais firme e de maior qualidade que suporta as oscilações de peso.
- Deverá ter também uma alimentação rica em colágeno e vitamina C.
O colágeno é um dos nutrientes mais importantes para prevenir a criação de estrias.
Este nutriente é uma proteína abundante no corpo - pele, ossos, cartilagens, tendões, pulmões e que deixa a pele mais firme e bonita. A sua principal função é estrutural, proporcionando a sustentação às células, mantendo-as unidas, fortalece os tecidos, promove a elastecidade, realiza a distribuição de fluidos em vasos sanguíneos e linfáticos.
No entanto, o nosso organismo começa a reduzir a sua produção a partir dos 25 anos, e aos 50 anos produz apenas 35% do colágeno necessário. As pessoas que estão muito expostas ao sol, stress e ao tabaco tendem a iniciar este processo de perda mais cedo. A perda do colágeno no nosso organismo, pode ser atenuada por uma alimentação equilibrada e algum exercício.
Assim, uma alimentação rica em colágeno garante que a nossa pele não perca a elasticidade natural e não permite o estiramento da mesma, o que faz com que a formação de estrias não exista. O colágeno deve ser consumido diariamente (duas a três vezes) ao dia. Um optima fonte de colágeno é a gelatina e alimentos que contenham fibras e aminoácidos, tais como ovos, carne, peixe. No entanto, existem também comprimidos com colágeno em pó à venda nas farmácias.
Para melhorar a produção de colágeno devem-se consumir alimentos que contenham vitamina C, vitamina E, cobre e selênio.
Assim, os principais alimentos firmadores da pele são:
- Proteinas magras: atum, salmão, ovo, peito de peru ou frango, iogurte desnatado
- Vitamina C: cajum kiwi, acerola, goiaba, laranja, cenoura e pepino
- Vitamina A e E: cenoura
- Zinco: avelã, amêndoa, castanha do pará, ovos e frutos do mar.
- Selenio: nozes, salmão, arroz preto, frango e carne.
- Silício: aveia, cevada, salsa, nabo, avelã, feijão, centeio, trigo, banana, alho, alcachofra, cebola, aspargos, mel, morango, nabo, pepino, pinhão e tâmara.
- Cobre: figado de bovino, caju, avelãs, cogumelos, lentilha e aveia.
- Enzimas que fortalecem o colágeno e as fibras elásticas: abacaxi
É também preciso evitar alguns alimentos e hábitos com o álcool, o fumo e a gordura saturada.
Genes no cérebro associados à obesidade
A obesidade é actualmente, no mundo inteiro, um dos mais importantes factores que contribuem para o aparecimento de muitas doenças. Muito se tem estudado sobre a etiologia desta patologia, e muitas vezes o “porquê” das pessoas terem esta doença está relacionado com a genética.
Os genes são os principais responsáveis pelo rápido ou lento metabolismo de cada pessoa e consequentemente pela obesidade. A sua hereditariabilidade chega a 70%, e é poligénica complexa, isto é, existe uma base genética que é composta por um conjunto de genes, uns patológicos outros variantes do normal, que são responsáveis pela tendência para a doença.
Para além da base genética, existe ainda o meio ambiente, que pode ser favorável ou desfavorável. Assim, temos a seguinte equação para a obesidade -> Genes + Ambiente = Obesidade.
Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina de Harvard identificou 18 tipos de genes associados á obesidade e 13 associados á massa corporal.
Muitos destes genes estão activos no cérebro, sugerindo que os processos que levam à obesidade podem afectar o comportamento, em vez de afectar os processos quimicos que provocam o metabolismo e fornecem energia para o corpo.
É incrivel que no nosso cérebro existam mais variações genéticas que influêciam a obesidade do que nos tecidos adiposos ou no processo digestivo. Uma parte do nosso cérebro chamada hipotálamo controla a maioria das funções básicas do corpo, como a temperatura, a forma e os fluidos. É aqui que são realizados os “cálculos” para a manutenção do equilibrio entre a ingestão e o consumo de energia.
O aumento de peso ocorre quando a quantidade de calorias ingeridas excede a quantidade de energia consumida, no entanto, existe ainda outro elemento para a equação que são os processos comportamentais, como o apetite e o sentimento de saciedade (ambiente), e os processos bioquimicos que consistem no que os nossos corpos usam para consumir e armazenar energia.
Não podemos mudar os genes, mas podemos alterar o “ambiente”. No entanto, á medida que vão sendo descobertos novos genes associados á obesidade, os cientistas esperam encontrar novas formas de tratamento para a doença, para que no futuro possamos escolher o melhor tratamento consoante o perfil genético individual, também será possivel verificar em laboratórios se a pessoa em causa é portadora de genes que aumentem a sua tendência para a obesidade, para assim podermos ser mais insistentes e precavidos na prevenção desta patologia.

